No mais recente congresso regional do Partido Social Democrata (PSD) na Madeira, Miguel Albuquerque defendeu que o histórico de vitórias do partido justificava a continuidade na liderança. O congresso aprovou então alterações aos estatutos internos do partido, eliminando os limites de mandatos que estavam em vigor desde janeiro de 2015. Esses limites foram introduzidos pouco depois de Albuquerque assumir a liderança do partido, quando a regra fixava o exercício do cargo em doze anos, ou cerca de três mandatos. Na altura, Albuquerque apoiou a reforma para sinalizar uma rutura com o longo consulado de Alberto João Jardim e para mostrar que o poder passaria a rodar com mais frequência. A nova decisão permite agora que Albuquerque permaneça líder do partido para além do limite anterior e se recandidate indefinidamente. A alteração surge numa altura em que a liderança do PSD Madeira é afetada por investigações desencadeadas em 2024, com o presidente do Governo Regional e o antigo presidente da Câmara do Funchal constituídos arguidos num processo que envolve alegações de corrupção e crimes conexos. Albuquerque e Pedro Calado, que foi detido em janeiro de 2024 e se demitiu da presidência da autarquia dias depois, estão ambos sob investigação ativa, enquanto Albuquerque não foi detido devido à imunidade parlamentar.