Descendentes de portugueses podem enfrentar expulsão se os documentos estiverem irregulares

Descendentes de portugueses que não tenham uma autorização de residência válida podem enfrentar processos de expulsão, mesmo que os seus pedidos de nacionalidade portuguesa ainda estejam em tramitação. O esclarecimento foi feito ontem por Ana Cristina Monteiro, presidente da Associação Venecom, após uma reunião entre os novos órgãos sociais da associação e o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. Segundo explicou, a preocupação surgiu entre a comunidade venezuelana residente na Região, sobretudo depois de notificações da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Ana Cristina Monteiro salientou que não existe qualquer ordem de expulsão dirigida especificamente à comunidade venezuelana e que os procedimentos em curso se aplicam a todos os estrangeiros em situação documental irregular. Esclareceu que muitas pessoas estão confundidas porque acreditam que o simples pedido de nacionalidade é suficiente para as manter em situação regular. No entanto, sublinhou que os pedidos de nacionalidade são tratados pelos institutos dos registos e do notariado, sendo necessário que as pessoas regularizem a sua situação através da autorização de residência enquanto aguardam a conclusão desse processo.

A mensagem pretendeu tranquilizar a comunidade, ao mesmo tempo que deixa claro que pedidos de nacionalidade pendentes não substituem a necessidade de possuir uma situação de residência legal regularizada.


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