Porto Santo impõe limites ao crescimento do turismo para proteger a sustentabilidade

Porto Santo continua a ter o turismo como principal motor económico, mas a Câmara Municipal está a tentar travar a construção de novas unidades hoteleiras e a apresentar a ilha como um “refúgio dos sentidos”. O presidente Nuno Batista afirmou que a ilha tem limites claros, sobretudo em termos de pressão humana, e rejeitou qualquer modelo baseado no turismo de massas. Defendeu que Porto Santo, com cerca de 43 quilómetros quadrados, ainda consegue acolher diferentes formas de turismo organizado e sustentável, desde que o crescimento seja cuidadosamente gerido. O município, liderado pela coligação PSD/CDS-PP, está também a promover a ilha como um lugar ao qual os visitantes vão querer voltar, em vez de um destino pensado para fazer volume. Batista adiantou que já foram aprovados 16 milhões de euros em projetos municipais no âmbito do quadro comunitário 2030, com verbas destinadas à qualidade de vida, à recuperação do património e à sustentabilidade ambiental. De acordo com a Direção Regional de Estatística da Madeira, Porto Santo atingiu o seu maior número de turistas em alojamento coletivo em agosto de 2025, enquanto o ano no seu conjunto registou 134 731 hóspedes nas 26 unidades hoteleiras, a maioria oriunda de Portugal. O autarca criticou ainda a falta de ligações aéreas durante todo o ano ao continente, sublinhando que o problema afeta tanto os residentes como o turismo na época baixa, e destacou que os trabalhadores imigrantes de São Tomé e de Cabo Verde são essenciais para o setor turístico local.


:newspaper: Ler o artigo completo