Petição se opõe a blocos de apartamentos de 20 andares na Madeira

Uma petição pública contra a construção em altura na Madeira ultrapassou agora as 1 000 assinaturas, o que significa que pode ser apreciada pela Assembleia Legislativa da Madeira. A campanha foi lançada depois de terem surgido propostas sugerindo que edifícios residenciais mais altos poderiam ajudar a aliviar a escassez de habitação na Região. Os seus organizadores dizem que o objetivo é abrir uma discussão mais alargada sobre o futuro urbano da Madeira e o efeito que a construção em grande escala poderá ter na paisagem da ilha e na qualidade de vida. A petição rejeita edifícios de 20, 30 ou mais andares, alertando que estes iriam prejudicar a paisagem distinta da Madeira, aumentar a pressão sobre a infraestrutura e piorar as condições de vida. Os organizadores defendem que a crise habitacional não deve ser resolvida através daquilo a que chamam a proliferação de “monstros de betão”, e afirmam que está em causa a identidade da ilha. A sua posição surge numa altura em que o Governo Regional e as autarquias procuram formas de aumentar a oferta de habitação, perante a subida dos preços das propriedades e a disponibilidade limitada. Durante as Conferências da Autonomia da semana passada, Miguel Albuquerque propôs a alteração dos Planos Diretores Municipais (PDM) para permitir edifícios de “cerca de 20 andares” em zonas como a Ajuda, enquanto Jorge Carvalho e Susana Neves têm apoiado a ideia de construir em altura. A petição, por seu lado, defende a regeneração urbana, a reutilização de edifícios devolutos, habitação a custos controlados, arrendamentos acessíveis e uma altura máxima de dez andares, bem como a realização de estudos técnicos e de consulta pública antes de qualquer alteração ao ordenamento.


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