Estudo relaciona uso de redes sociais a menor bem-estar e maior pressão para gastar

Um estudo da Intrum revelou que 24% da população portuguesa se sente pior em relação a si própria ou ao seu estilo de vida por causa do que vê nas redes sociais. As conclusões foram publicadas no European Consumer Payment Report (ECPR) e divulgadas esta terça-feira, no âmbito do Dia Mundial das Redes Sociais. O relatório indica que 76% dos inquiridos portugueses acreditam que estas plataformas criam expectativas financeiras irrealistas, acima da média europeia de 70%. O estudo alerta ainda que as pessoas com maior fragilidade financeira são mais propensas a fazer compras por impulso e a contrair dívidas para tentar corresponder aos estilos de vida promovidos pelos influenciadores digitais. Entre os classificados como “frágeis”, 38% afirmam que o estilo de vida dos influenciadores afetou negativamente a sua saúde mental, contra 19% daqueles considerados “resilientes”. O estudo acrescenta que a Geração Z é particularmente afetada: 19% diz ter-se endividado para copiar estilos de vida mostrados nas redes sociais e 46% relata uma deterioração da saúde mental ligada a essa exposição. O diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra, afirmou que a exposição constante a padrões de vida idealizados pode criar exclusão e frustração, prejudicando a autoestima e o bem-estar financeiro. O relatório assinala também que o Algarve, a Madeira e os Açores estão abaixo da média nacional no peso que o “compre agora, pague depois” (BNPL) tem nas decisões de compra.


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