Sessenta e cinco enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Dr. Nélio Mendonça apresentaram hoje um pedido formal de isenção de responsabilidade ao Presidente do Conselho de Administração do SESARAM, EPERAM. Alegam que o serviço enfrenta uma grave escassez de pessoal, excesso de trabalho extraordinário e um número insuficiente de profissionais qualificados. Na sua perspetiva, as condições ultrapassaram os limites aceitáveis e configuram agora uma situação de crise grave. Os enfermeiros alertaram que a situação ameaça a segurança dos doentes, a qualidade dos cuidados de saúde e a saúde e dignidade dos profissionais. No documento, defenderam a necessidade de avaliar as condições de funcionamento do serviço e os rácios de pessoal de enfermagem, reduzir a dependência do trabalho extraordinário, reforçar o quadro permanente, garantir períodos rigorosos de descanso entre turnos e assegurar a intervenção da Ordem dos Enfermeiros. Argumentaram ainda que o trabalho extraordinário passou de medida excecional a prática estrutural, afetando a vida pessoal, aumentando o desgaste e elevando o risco de erro clínico. O movimento Juntos Pelo Povo (JPP) classificou a posição dos enfermeiros como legítima, enquanto o secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, acusou o Governo Regional e Miguel Albuquerque de falharem na gestão do serviço regional de saúde e de negligenciarem o investimento em recursos humanos.\n\n—\n
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